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Ana Demoliner,
Com cada vez mais consumidores valorizando iniciativas ecológicas, inovar de olho em ações sustentáveis é muito mais que cuidar do meio ambiente: é também criar um diferencial competitivo. A Lema Embalagens, empresa de Farroupilha que pertence ao grupo Bigfer, descobriu no chamado plástico verde essa diferenciação.
Produzido com etanol de cana-de-açúcar, e não por meio da extração de petróleo, o plástico verde é totalmente sustentável na origem. Por não ser biodegradável, o material tem ainda outra vantagem: o CO2 (dióxido de carbono) capturado durante o cultivo da cana-de-açúcar permanece fixado por todo o período de vida do plástico.
O maior obstáculo para a difusão das sacolas ecologicamente corretas em todos os supermercados é o valor: elas custam cerca de 80% mais do que as convencionais. Isso porque, além do próprio polietileno verde ser mais caro, a Lema também utiliza uma tinta à base de água (e não solventes, como ocorre no processo das outras) na impressão das sacolas sustentáveis.
Embora o preço alto seja considerado um empecilho, Letícia Kercher, coordenadora de marketing da empresa, ressalta que a aceitação do produto está sendo muito boa.
— Com o tempo, acreditamos que essas iniciativas terão cada vez maior adesão.
Leia mais sobre o assunto no Pioneiro desta segunda-feira.
Por bentogoncalves