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Pesquisa aponta alternativa para sacolas plásticas

25/04/2011

Aline Bosio
 
Um estudo realizado no Brasil avaliou as três alternativas mais cotadas para substituir as sacolas plásticas convencionais dos supermercados. A empresa EcoSigma, responsável pelo trabalho, fez a comparação entre sacolas produzidas com a tecnologia de plásticos oxibiodegradáveis, de plásticos hidrobiodegradáveis e também com caixas de papelão. Segundo Fernando Figueiredo, diretor da companhia e responsável pelo levantamento, a melhor entre as três é a oxibio. “Enquanto a oxibio é feita totalmente de produtos plásticos, derivados do petróleo, a hidrobio é composta por 40% de amido. Isso torna a reciclagem da hidrobio inviável, pois o amido prejudica o processo”, explica. “Além disso, a oxibio é cerca de 5% mais cara que uma sacola convencional, enquanto a hidrobio chega a ser até 20% mais cara que a oxibio. Sendo assim, a oxibio é melhor tanto no aspecto ambiental quando no econômico”, completa. 

O estudo também mostra que as sacolas hidrobiodegradáveis são as únicas a representar custos para o consumidor, de R$ 0,19 por unidade. O que pode significar que uma compra no supermercado pode ficar mais de 3% mais cara por conta deste tipo de sacola. No quesito higiene, as caixas de papelão distribuídas pelos supermercados são as grandes vilãs. Análises microbiológicas revelaram uma grande quantidade de fungos, bactérias e diversos microorganismos nocivos à saúde. “Mas isso não significa que as pessoas irão se contaminar. O grande problema das caixas de papelão não é este, e sim o fato de, se utilizada no lugar das sacolas, atrapalhar seu processo de reciclagem”, conta. “Ao invés delas serem recicladas, acabarão ocupando espaço nos aterros sanitários, pois são poucos os municípios com sistema de reciclagem implantado”, lamenta. 

Segundo o levantamento, o descarte (transporte até os aterros ou até a reciclagem) das caixas de papelão tem um custo muito maior, que chega a 125% em relação às sacolas oxibiodegradáveis. 
O mesmo estudo mostra aumento do consumo de combustíveis, de emissões atmosféricas, do número de caminhões para transporte destas caixas quando destinadas aos aterros. 

Supermercados querem fim das sacolas plásticas em SP As tradicionais sacolinhas plásticas estão com os dias contados no Estado de São Paulo.
 
No início de maio, a Apas (Associação Paulista de Supermercados) lança, com o aval do governador Geraldo Alckmin, uma campanha para erradicar a embalagem em todo o território paulista. Durante seis meses, a população será incentivada a usar a nova sacola biodegradável (hidrobiodegradáveis) ou as sacolas retornáveis. Segundo o presidente da Apas, João Galassi, ao contrário das embalagens plásticas, as novas sacolas demoram apenas dois meses para se decompor no solo. Mas o produto terá um custo: R$ 0,19 a unidade. Ele explica que um projeto piloto já foi testado em Jundiaí e teve 75% de aceitação no primeiro mês de aplicação do programa. O novo produto terá capacidade para armazenar até cinco quilos e terá tamanho de 30x40 centímetros. 

Ele lembra, entretanto, que em São Paulo a adoção das sacolas biodegradáveis não é lei. (Com informações da AE)
 
http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/284557/pesquisa-aponta-alternativa-para-sacolas-plasticas/

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