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PITTSBURGH— De acordo com um relatório publicado na Environmental Science & Technology, uma análise por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, sugere que os biopolímeros não são necessariamente melhores para o ambiente do que seus similares à base de petróleo. A equipe de pesquisa descobriu que, enquanto biopolímeros são os materiais mais ecologicamente corretos, a produção dos plásticos tradicionais pode ser ambientalmente menos onerosa.
Os biopolímeros superam outros plásticos em biodegradabilidade, baixa toxicidade, e o uso de recursos renováveis. No entanto, o plantio e os processos químicos necessários à sua produção absorvem grandes quantidades de energia e liberam fertilizantes e pesticidas no ambiente, como escreveu Michaelangelo Tabone (ENG, A&S ’10), que conduziu a análise como estudante de pós-graduação no laboratório de Amy Landis, professor de engenharia civil e ambiental na Faculdade de Engenharia Swanson em Pittsburgh. Tabone e Landis trabalharam com James Cregg, um pós-graduando em química na Pittsburgh School of Arts and Sciences; e Eric Beckman, co-diretor do Mascaro Center for Sustainable Innovation (Centro de Inovação Sustentável) e o fundo George M. Bevier Professor of Chemical and Petroleum Engineering, da Faculdade Swanson. O projeto teve o apoio da Fundação Nacional de Ciências (National Science Foundation).
Os pesquisadores examinaram 12 plásticos — sete polímeros derivados de petróleo, quarto biopolímeros, e um híbrido. Primeiramente a equipe conduziu uma avaliação de ciclo de vida (LCA) para a fase de pré-produção de cada polímero, a fim de avaliar os efeitos ambientais e sanitários da energia, matérias-primas e produtos químicos utilizados para criar uma onça (31,1 grama) de peletes de plástico. Eles então avaliaram cada plástico, na sua forma final, em relação aos princípios de concepção/projeto verde, incluindo biodegradabilidade, eficiência energética, desperdício, e toxicidade.
Os biopolímeros ficaram entre os poluidores mais prolíficos durante a produção, conforme revelou a avaliação de ciclo de vida. A equipe atribuiu isso aos fertilizantes e defensivos agrícolas, uso da terra para a agricultura extensiva, bem como o tratamento químico intenso necessário para converter vegetais em plástico. Os quatro biopolímeros foram os maiores contribuintes para a depleção do ozônio. As duas formas testadas do polímero derivado de açúcar - ácido polilático padrão (PLA-G), e o tipo fabricado pela empresa NatureWorks, sediada em Minnesota, (PLA-NW), o plástico derivado de açúcar mais comum nos EUA — exibiram a maior contribuição para eutrofização, a qual ocorre quanto corpos d’água superfertilizados não mais
suportam vida.
Um dos tipos de polihidroxialcanoato derivado de milho, PHA-G, ficou no topo da classificação de acidificação. Além disso, os biopolímeros ficaram acima da maioria dos polímeros derivados de petróleo em termos de ecotoxicidade e emissão de carcinógenos.
Uma vez em uso, no entanto, os biopolímeros superaram os polímeros tradicionais por suas características benéficas ao meio ambiente. Por exemplo, o plástico derivado de açúcar produzido pela NatureWorks deixou a sexta posição na avaliação de ciclo de vida para se tornar o material com maior conformidade com os padrões de concepção/projeto verde. Por outro lado, o onipresente polipropileno (PP), amplamente utilizado em embalagens, é o plástico cuja produção é mais “limpa”, porém despencou para a nona posição como material sustentável.
O interessante é que os pesquisadores descobriram que o biopolietileno tereftalato (hibrido petróleo-vegetal), ou B-PET, combina os problemas causados pela agricultura com a teimosia estrutural do plástico tradicional, sendo nocivo durante a produção (12º lugar) e o uso (8º lugar).
Landis continuará o projeto agora submetendo os polímeros a uma avaliação de ciclo de vida total (full LCA), a qual determinará também o impacto ambiental dos polímeros durante o uso até seu eventual descarte.
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