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Plásticos de base vegetal não são necessariamente mais ambientalmente seguros ou”verdes” do que os similares derivados de petróleo.
18/11/2010 Revista Environmental Science & Technology
De acordo com um estudo na revista Environmental Science & Technology de 21 de outubro de 2010, os polímeros de base biológica são mais benéficos ao meio ambiente. No entanto, o plantio e o processo químico com alto consumo de energia significam que sua produção é mais poluente do que a dos plásticos derivados de petróleo.
PITTSBURGH— De acordo com um relatório publicado na Environmental Science & Technology, uma análise por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, sugere que os biopolímeros não são necessariamente melhores para o ambiente do que seus similares à base de petróleo. A equipe de pesquisa descobriu que, enquanto biopolímeros são os materiais mais ecologicamente corretos, a produção dos plásticos tradicionais pode ser ambientalmente menos onerosa.
Os biopolímeros superam outros plásticos em biodegradabilidade, baixa toxicidade, e o uso de recursos renováveis. No entanto, o plantio e os processos químicos necessários à sua produção absorvem grandes quantidades de energia e liberam fertilizantes e pesticidas no ambiente, como escreveu Michaelangelo Tabone (ENG, A&S ’10), que conduziu a análise como estudante de pós-graduação no laboratório de Amy Landis, professor de engenharia civil e ambiental na Faculdade de Engenharia Swanson em Pittsburgh. Tabone e Landis trabalharam com James Cregg, um pós-graduando em química na Pittsburgh School of Arts and Sciences; e Eric Beckman, co-diretor do Mascaro Center for Sustainable Innovation (Centro de Inovação Sustentável) e o fundo George M. Bevier Professor of Chemical and Petroleum Engineering, da Faculdade Swanson. O projeto teve o apoio da Fundação Nacional de Ciências (National Science Foundation).
Os pesquisadores examinaram 12 plásticos — sete polímeros derivados de petróleo, quarto biopolímeros, e um híbrido. Primeiramente a equipe conduziu uma avaliação de ciclo de vida (LCA) para a fase de pré-produção de cada polímero, a fim de avaliar os efeitos ambientais e sanitários da energia, matérias-primas e produtos químicos utilizados para criar uma onça (31,1 grama) de peletes de plástico. Eles então avaliaram cada plástico, na sua forma final, em relação aos princípios de concepção/projeto verde, incluindo biodegradabilidade, eficiência energética, desperdício, e toxicidade.
Os biopolímeros ficaram entre os poluidores mais prolíficos durante a produção, conforme revelou a avaliação de ciclo de vida. A equipe atribuiu isso aos fertilizantes e defensivos agrícolas, uso da terra para a agricultura extensiva, bem como o tratamento químico intenso necessário para converter vegetais em plástico. Os quatro biopolímeros foram os maiores contribuintes para a depleção do ozônio. As duas formas testadas do polímero derivado de açúcar - ácido polilático padrão (PLA-G), e o tipo fabricado pela empresa NatureWorks, sediada em Minnesota, (PLA-NW), o plástico derivado de açúcar mais comum nos EUA — exibiram a maior contribuição para eutrofização, a qual ocorre quanto corpos d’água superfertilizados não mais suportam vida. Um dos tipos de polihidroxialcanoato derivado de milho, PHA-G, ficou no topo da classificação de acidificação. Além disso, os biopolímeros ficaram acima da maioria dos polímeros derivados de petróleo em termos de ecotoxicidade e emissão de carcinógenos.
Resultados da avaliação de ciclo de vida com os biopolímeros PLA-NW, PLA-G, PHA-G, e PHA-S. Hibrido é B-PET.