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Sacolinha plástica‘oxibiodegradável’ ganha espaço no mercado.
14/10/2010 Material se degrada em apenas três meses, é reciclável e aprovado pela ANVISA porém a tecnologia é cercada de polêmica.
Há alguns anos os plásticos oxibiodegradávis já são bem conhecidos, lojas como C&A, Riachuelo, Pernambucanas e Kopenhagen, passaram a adotar as sacolas oxibiodegradáveis – que são recicláveis, aprovados pelas ANVISA e se degradam mais rapidamente que as comuns, principalmente quando expostas ao sol.
Essas sacolas são feitas a partir de combustíveis fósseis, como as convencionais, mas recebem um aditivo que agiliza sua decomposição.
De acordo com Eduardo Van Roost, diretor da RES Brasil, empresa que produz o aditivo, os plásticos oxibiodegradáveis já tomam conta de cerca de 18% do mercado de sacolas e sacos. E, no mundo, são produzidas em um total de 92 países e “encontradas em muitos outros”.
A sacola pode se desfazer em três meses – se estiver exposta a sol e calor – ou em 18 meses – se estiver guardada dentro de casa. As sacolas comuns levam dezenas de anos para desaparecer.
As empresas que as utilizam, explicam nas próprias sacolas o motivo que as levou a adquirir as oxibiodegradáveis.
A Saraiva escreve que a sacola é ecologicamente correta. A Fotótica diz em seu saco plástico que “tem consciência da importância da preservação do meio ambiente.
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) não têm grande simpatia pelas sacolas oxibiodegradáveis, apesar de seu sucesso.
A Plastivida, entidade que representa a cadeia produtiva do plástico,também é contra.“A polêmica surge toda vez que aparece um produto novo. Mas o sucesso dos oxibiodegradáveis se deve à perseverança nos testes. Roost ressalta que o aditivo está em conformidade com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e hoje é usado também em embalagens de alimentos,como os pães do grupo Bimbo.
Segundo a empresa, os plásticos e aditivos desaparecem por completo e sobram da degradação apenas água, peque na quantidade deCO2 e biomassa. Porém, assim como ocorre em relação aos plásticos convencionais, se houver tintas ou pigmentos nocivos ao meio ambiente eles vãopermanecer na natureza.
Leia a matéria integral - Referencia: Jornal Estadão de São Paulo. Quarta dia 15 de setembro de 2010 caderno Vida escrito por Afra Balazina.