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A solução para dois grandes problemas mundiais.
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Usina no Rio de Janeiro produz energia a partir do Plástico e do Lixo Orgânico.
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Criado em parceria com a UFRJ o projeto deve ganhar escala comercial para três prefeituras e uma indústria, o plástico funciona como combustível na queima do material orgânico . Esta tecnologia é vista como alternativa para lixões e aterros.
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Esta solução é comumente adotada em países europeus e começa a ganhar espaço no Brasil: a geração de energia através do lixo.
Segundo Luiz Carlos Malta, diretor da Usina Verde o prazo estimado para a entrada em operação dos projetos é de dois anos. Os interessados são duas prefeituras e uma indústria de Santa Catarina.Os potenciais clientes para esta tecnologia envolve shoppings, redes de supermercados e grandes geradores de resíduos. A empresa é licenciadora da tecnologia e vende o projeto para empreendedores como empreiteiras.
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Apresentada como uma solução viável ambiental e economicamente, a usina-modelo processa 30 toneladas de lixo por dia com o material trazido de uma estação de tratamento da Comlurb (Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro), no Caju, região central do Rio e gera 440 kwh para o consumo próprio.Os projetos em escala comercial serão feitos em módulos para operar com mais de 150 toneladas de lixo por dia e geração 3,3 mwh. Desse total de energia, 2,8mwh, podem ser vendidos, o suficiente para abastecer 14 mil casas.
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O processo é feito em duas etapas. O plástico é o elemento que funciona como combustível no processo- primeiro se separa o material reciclável como papel e o plástico, depois disso o material orgânico e o plástico não reciclável, estes dois últimos seguem para um forno com uma temperatura aproximada de 1000 graus centigrados gerando energia.O plástico tem um poder combustível próximo ao óleo diesel.
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Este projeto foi classificado pela Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, como mecanismo de desenvolvimento limpo ou MDL, por evitar a emissão de metano e gerar energia. O MDL é um instrumento criado pelo Protocolo de Kyoto para ajudar os países desenvolvidos a atingir metas de redução de gases causadores do efeito estufa. Por meio desses projetos, os países ricos que financiam projetos de tecnologia limpa nos países em desenvolvimento ganham créditos de carbono.
Fonte: Folha de õ Paulo,Cotidiao, pag c4, 21.3.2009