03/01/2012

Já pensou em uma máquina capaz de “engolir” pilhas e lâmpadas e separá-las de acordo com seus tipos para encaminhar para reciclagem? A empresa britânica reVend Recycling desenvolveu o aparelho com base em outro já em funcionamento, que faz o mesmo processo com garrafas PET.

A máquina não só facilita o processo de encaminhar esses produtos para reciclagem, como permite também que a pessoa que depositou os materiais recebe descontos ou bônus para trocas em lojas. As primeiras unidades da nova máquina foram instaladas em algumas lojas da rede Ikea, que vende móveis e objetos de decoração. Os bônus recebidos nesses locais viram doações para ONGs ambientais ou de proteção infantil.

A empresa diz que já está fechando acordos para instalar máquinas em outros países da Europa.

Veja mais informações no site em inglês: http://www.reversevending.co.uk/

fonte:http://atitudesustentavel.uol.com.br/blog/2011/12/30/maquina-recolhe-lampadas-e-pilhas-usadas-e-encaminha-para-reciclagem/

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Em pouco mais de dois meses, o Governo do Estado da Paraíba, por meio da Companhia de Processamento de Dados (Codata), encaminhou para a reciclagem aproximadamente 1.200 quilos de equipamentos de informática danificados ou obsoletos, considerados lixo eletrônico. A coleta e a destinação adequadas do material descartado tiveram início do dia 24 de outubro quando foi lançada a Campanha Descarte Responsável, em parceria com a empresa de coleta RCTEC Resíduos Eletrônicos.

Além de incentivar a sociedade a realizar o descarte responsável do lixo eletrônico e alertar sobre os danos ambientais causados pelo depósito do material em meio ao lixo comum, em terrenos baldios e até em rios, a Codata disponibilizou coletores em suas dependências, localizadas no bairro do Varadouro e no Centro Administrativo Estadual, para receber os equipamentos inservíveis entregues pela população.

“A iniciativa nasceu de uma necessidade que a própria Codata tinha em relação aos equipamentos que já não atendiam às demandas específicas da empresa. Tínhamos máquinas com mais de 15 anos de fabricação, obsoletas ou de manutenção sem viabilidade econômica. Assim pesquisamos a melhor maneira de descartá-los e nos deparamos com um grande problema da atualidade, não só das empresas, mas também do cidadão comum”, explicou o presidente da Codata, George Henriques, que apontou a rápida evolução tecnológica e a maior acessibilidade aos equipamentos mais modernos como fatores cruciais na constante substituição da tecnologia adquirida pela população.

O gestor lembrou ainda que o período natalino e o final de ano acabam impulsionando a substituição de computadores e a aquisição de novas máquinas. “O que muita gente não sabe, no entanto, é o que fazer com as chamadas velharias”. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, pelo menos 500 milhões de produtos se encontram sem uso nas casas dos brasileiros.

A situação aponta uma grande necessidade de mudança de atitude por parte da população e das empresas, não só em relação à responsabilidade sob a destinação dos resíduos eletrônicos, mas principalmente na postura adotada já no momento da aquisição dos equipamentos. “Como consumidores, devemos escolher produtos de qualidade, cuja vida útil é maior, afastando a necessidade de uma rápida substituição. O zelo e a manutenção adequada também contribuem para uma maior vida útil de seu equipamento”, sugeriu George Henriques.

Todos esses equipamentos, especialmente os de informática, possuem em seu interior substâncias químicas como cádmio, chumbo e mercúrio, altamente tóxicas e que oferecem grandes riscos à saúde de todos. Quando descartados no lixo comum, estas substâncias podem vazar e contaminar os solos, rios e, consequentemente, a população.

Para descartar o lixo eletrônico de forma adequada, basta que a o cidadão se dirija à Codata, ou aos demais pontos de coleta atendidos pela RCTEC, e preencha um termo de doação do material a ser entregue. “Estamos recebendo monitores, CPUs, impressoras e todo tipo de equipamento de informática, além de aparelhos celulares e baterias. A campanha permanece e deve se estender por pelo menos um ano”, disse o presidente da Codata.

Projetos sociais – Antes de destinar seus próprios equipamentos “inservíveis” à reciclagem, a Codata firmou parceria e formalizou a doação para dois projetos sociais que atuam na Grande João Pessoa. No total, o Projeto Casa Brasil e o Projeto de Apoio à Inclusão Digital (AID), do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê), receberam 46 CPUs para reutilizarem não só em cursos de montagem e manutenção de microcomputadores, mas também na construção de novas máquinas, destinadas a jovens e adultos sem condições financeiras para adquiri-las.

fonte:http://www.folhadosertao.com.br/portal/noticia.php?page=noticiaCompleta&id_noticia=4172

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Muitos que vão aos supermercados já estão sentindo alguma diferença em relação à disponibilidade, pois muitos estabelecimentos avisaram os clientes que a partir do próximo mês não terão mais sacolas plásticas.

A reportagem de O Regional entrou em contato com Davis Quinelato, que é advogado, colunista de O Regional, ambientalista e cursa Mestrado em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional.

Ele conta que existe uma grande dúvida da população sobre a retirada da popularmente conhecida “sacolinhas plásticas” dos supermercados.

A cidade de São Paulo criou uma Lei em nível Municipal proibindo o uso deste tipo de material, sendo que o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado entrou com uma ação contra essa lei e o Tribunal de Justiça concedeu uma liminar suspendendo de forma provisória.

“Mas isso não é definitivo e a suspensão desta liminar pode ocorrer a qualquer momento e isso é válido somente para a cidade de São Paulo”.

Já em relação às cidades do interior, como Catanduva, ele explica que um acordo de vontades firmado entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) que representa os supermercados do Estado e o Governo estadual, garante que a partir do dia 25 de janeiro supermercados de vários municípios deixarão de fornecer as sacolas plásticas.

“Na Capital essa lei ainda está proibida, mas em inúmeras cidades do interior, incluindo Catanduva, o acordo foi firmado e será cumprido pelos supermercados. O acordo nada mais é que uma bela iniciativa dos supermercados em não distribuir mais as sacolinhas gratuitamente, o que possibilita a partir de agora, a cobrança de um valor para quem desejar levar suas compras nelas”.

O advogado ressalta que a iniciativa de não fornecer sacolas plásticas é bastante positiva, o que livra o meio ambiente de 33 milhões de sacolinhas por dia, somente no Brasil e que levam décadas para se decompor. “Será que o nosso Planeta suportará tanto resíduo?”.

ADAPTAÇÃO

A maioria dos consumidores já está acostumada a fazer as compras e levar nas sacolas. Quinelato afirma que o número de pessoas que aprovam a proibição das sacolas plásticas é bastante promissor. “A proibição é aprovada por 60% da população, segundo a pesquisa Sustentabilidade Aqui e Agora, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com uma rede de supermercados”.

E ressalta que a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirma que os dados são importantes e sinalizam que a questão ambiental está no dia a dia do cidadão brasileiro, mostrando mudanças de comportamento e que não é preciso gerar produtos que vão parar no lixo causando danos ambientais.

“Embora as pessoas digam que não têm tempo para nada, essa decisão de não fornecer o material nos leva a parar e refletir sobre o Mundo que queremos deixar para nossos filhos e netos. Quando diz respeito ao meio ambiente é preciso refletir e mudar, pois atinge diretamente de uma forma ou outra a qualidade de vida das pessoas, animais e outros seres viventes”.

A questão ecológica está sendo bastante discutida entre os supermercados atualmente e Quinelato afirma que se não houver uma iniciativa em cessar o fornecimento da sacola plástica, a maioria das pessoas não deixará de usá-las. “É mais fácil e cômodo retirar uma sacola próxima ao caixa do que trazer de casa sua própria ecobag (sacola ecológica de lona, tecido ou PET)”.


PESQUISA

O governador Geraldo Alckmin participou, no mês de outubro, da apresentação da pesquisa sobre o uso de sacolas reutilizáveis promovida pela Associação Paulista de Supermercados (APAS). De acordo com a pesquisa, 77% dos entrevistados são favoráveis a não utilização de sacolas descartáveis nos supermercados e 23% não concordam com o retorno das sacolas descartáveis.

fonte: http://www.oregional.com.br/portal/detalhe-noticia.asp?Not=270508


24/08/2011

Depois de ser “demonizada” pelos consumidores preocupados com o meio ambiente, a sacola plástica parece ter encontrado seu lugar. Ao menos por ora – e aqui no Brasil. Um amplo estudo realizado pela Fundação Espaço Eco, única organização no país que faz análises de ecoeficiência (considera aspectos ambientais e econômicos) de produtos e processos industriais, analisou o impacto de oito tipos diferentes de sacolas para carregar compras: a sacola plástica tradicional, a feita de plástico verde (a partir de cana-de-açúcar), a oxi-degradável, de papel, de TNT (material dos saquinhos dados por lava-rápidos) e as sacolas renováveis de plástico, tecido e ráfia (um tipo de fibra usada em sacolas vendidas por alguns supermercados). O resultado foi surpreendente: dependendo dos hábitos do consumidor, é preferível utilizar as sacolas plásticas em vez das renováveis.

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sacolas plásticas não são as vilãs

Os tipos de sacolas analisadas pela Fundação Espaço Eco (Foto: Divulgação)
Para as pessoas que fazem poucas compras, as sacolas plásticas (convencional, verde e oxi-degradável) se mostraram as mais indicadas tanto do ponto de vista ambiental (causam menos impacto quando considerado o processo completo, da produção à reciclagem do plástico) quanto do econômico – podem ser utilizadas como saco de lixo.
Neste caso, o levantamento considerou uma compra mensal de 26,5 quilos, equivalente a uma cesta básica. A condição para que a opção pela sacola plástica valha a pena é que o indivíduo faça compras e descarte o lixo, no máximo, duas vezes por semana.
No extremo oposto, as sacolas renováveis são mais indicadas para consumidores que fazem muitas compras ao mês. Isso porque, ao ir várias vezes ao supermercado, o indivíduo não necessariamente compra mais produtos, mas acumula mais sacolas. A opção pelas de pano, de ráfia, plástico retornável ou TNT, logicamente, reduz este impacto.
Além da quantidade de produtos adquiridos ao longo do mês, outros dois aspectos condicionam a escolha por um ou outro tipo de sacola: a freqüência com que a família vai ao mercado e o número de vezes que descarta o lixo. O ideal, segundo os pesquisadores, é aproveitar ao máximo a capacidade da sacola e reduzir o número de descartes por semana.
O levantamento, patrocinado pela Braskem, simula várias opções para uma família que consome 212 quilos por mês (cerca de oito cestas básicas). Neste caso, só compensará utilizar sacolas retornáveis caso o descarte de lixo seja feito no máximo duas vezes por semana – independentemente da freqüência com que se vai ao mercado.
Entre os extremos de baixo e alto consumo, está o caso base da compra de 106 quilos ao mês (aproximadamente quatro cestas básicas). Para um consumo neste patamar, as sacolas plásticas ainda se mostram mais vantajosas caso as compras sejam feitas até três vezes por semana e o descarte de lixo,  até duas vezes.
sacolas x utiliza��o

sacolas x utilização

Esquema orienta sobre que tipo de sacola usar de acordo com os hábitos do consumidor.

Na análise, os técnicos da Fundação Espaço Eco consideraram aspectos como o consumo de energia para fabricar as sacolas, o uso da terra, o tipo de recurso natural empregado, potenciais de risco e de toxidade e as emissões ao longo de toda a cadeia – da extração da matéria-prima à reciclagem pós-consumo, ao longo de um ano. Isso significa que, no caso das bolsas retornáveis, cuja vida útil é de ao menos dois anos, o impacto ambiental poderia ser ainda menor.

Os pesquisadores dão um norte aos consumidores: à medida que o volume de compras e a freqüência das idas ao mercado aumentam, melhor optar pelas sacolas retornáveis. Na direção oposta, quando o número de descartes de lixo feito por uma família de consumo alto também é grande, as sacolas plásticas se mostram adequadas.

“O ideal, com o aumento do volume de compras, é reduzir a freqüência do descarte”, afirma Hélio Mattar, diretor presidente do Instituo Akatu, organização que promove o consumo consciente.

Este foi o primeiro estudo a comparar diferentes tipos de sacolas, dentro da realidade brasileira. Pesquisas em outros países, onde a matriz energética, a logística e outros fatores divergem dos do Brasil, já apresentaram resultados diferentes.

http://colunas.epocanegocios.globo.com/empresaverde/2011/08/02/estudo-mostra-que-sacola-plastica-ainda-e-mais-adequada-para-compras-pequenas/

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Um pacto que baniu o bom senso – Debate acerca das sacolas plásticas mostra a necessidade de atenção

O governo do Estado de São Paulo e a Associação Paulista de Supermercados (Apas) anunciaram a celebração de um convênio pelo qual as sacolas plásticas seriam “voluntariamente” banidas desses estabelecimentos até o final do ano e substituídas por similares biodegradáveis a um custo de R$ 0,19 cada. Isso foi feito sem uma prévia consulta à população, aos especialistas ambientais e à indústria. Tal medida penalizará desnecessariamente o consumidor, eliminará milhares de empregos na cadeia produtiva dos plásticos – no Brasil, a fabricação de sacolas plásticas emprega diretamente 30 mil pessoas, 6 mil só no Estado de São Paulo – e interromperá um bem sucedido esforço da sociedade, de promover o consumo responsável das sacolas plásticas. O consumidor será ferido em seu direito de escolher a embalagem mais adequada a seus propósitos. A sacolinha plástica, além de acondicionar as compras com higiene, praticidade e segurança, é reutilizada, sobretudo, para o descarte seguro dos resíduos domésticos, evitando contaminações e preservando a saúde pública. A durabilidade dessas embalagens assegura um sem-número de reutilizações e, sendo 100% reciclável, pode ser transformada em novas sacolas ou outros produtos.

Estudo divulgado recentemente pela Agência do Meio Ambiente da Grã-Bretanha demonstrou que há menos emissão de gás carbônico no ciclo de vida das sacolas plásticas do que nas de algodão e de papel, utilizadas para transportar as compras nos supermercados da Inglaterra e do País de Gales. Note-se que aquelas sacolinhas plásticas são produzidas em condições de grande impacto ambiental na China, onde há queima de combustíveis fósseis, em especial de carvão mineral que representa mais que 80% do combustível empregado na produção de energia elétrica; e que são transportadas até o Reino Unido por uma distância de cerca de 15.000 km, acrescidas dos transportes terrestres naqueles dois países.

Portanto, as sacolas plásticas no Brasil têm um impacto ambiental comparativo ainda menor do que aquele encontrado pelos pesquisadores ingleses.

O convênio de banimento das sacolas plásticas no Estado de São Paulo escamoteia o problema central sobre toda essa questão, que é de educação. A indústria já está se educando para produzir sacolas mais resistentes, que acondicionem maior volume e peso de compras, reduzindo seu consumo. Boa parte dos supermercados também está educando clientes e empacotadores a apenas levarem as sacolas necessárias.

E os consumidores estão se educando a reutilizar e reciclar as sacolas. Esta, aliás, é a essência do Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, que conta com o apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e de 5 das 10 maiores redes de supermercado do Brasil. Desde sua implementação em 2007 e até o fim deste ano ele já terá reduzido 26% do consumo daquelas embalagens, com perspectivas de superar os 30% em 2012. Estamos falando numa economia de mais de 4 bilhões de sacolas/ano.

O programa conta com o reconhecimento do Ministério do Meio Ambiente como um exemplo de sucesso.

Desenvolvido pela Plastivida, Instituto Nacional do Plástico e Associação Brasileira da indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis, ele está presente em oito capitais (São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Goiânia, Brasília, Rio de Janeiro, Recife e Florianópolis). No ano passado, essas entidades lançaram a Escola de Consumo Responsável, um projeto itinerante que tem levado os conceitos de utilização responsável e descarte adequado dessas embalagens para todo o País. Oferecer ao consumidor a “opção” de uma sacola biodegradável tem grandes limitações econômicas e ambientais. Primeiro, ela será cobrada (enquanto o preço da sacolinha plástica já está embutido nos custos dos supermercados). Segundo, ela somente se biodegradará se for levada a usinas de compostagem – que não existem no Brasil. E, terceiro, ela não é reciclável. Banir tudo o que é moderno e tem algum impacto ambiental equivaleria a retrocedermos na História, quando havia baixa qualidade e reduzida expectativa de vida. O que se requer é o consumo responsável não apenas das sacolas plásticas, mas da água, combustíveis etc., de forma que a população toda possa usufruir democraticamente dos benefícios da vida moderna. A responsabilidade compartilhada (governo, indústria, varejo e consumidores), aliada à educação e alicerçada por medidas que levem efetivamente em conta o impacto ambiental do ciclo de vida de cada produto – é o pacto que devemos assumir em conjunto.
Miguel Bahiense – Presidente da Plastivida Instituto Sócio-Ambiental dos Plásticos

http://sacolinhasplasticas.blogspot.com/2011/07/dci-publica-artigo-sobre-proibicao-de.html


A dupla de designers australianas Sarah K e Liane Rossler desenvolveu uma maneira de transformar os sacos plásticos em vasos de plantas. A ideia foi inspirada no conceito de Upcycling, que incentiva a transformação de materiais que perderam sua utilidade original.

Os vasos criados pelas australianas são reflexos do amor que ambas nutrem pela natureza e também pela consciência de que o plástico pode ser útil, ao invés de acabar em aterros sanitários, poluindo o solo e os recursos hídricos por centenas de anos.

Vasos resistentes feitos de sacolas plásticas

O processo de criação é simples e, segundo elas, é possível ser replicado com facilidade, desde que alguns padrões de segurança sejam seguidos. Os vasos podem ser feito em qualquer formato, para isso, basta ter o molde adequado.

Sarah e Liane explicam, no site Supercyclers, que a linha Plastic Fantastic, lançada por elas e feita a partir do reaproveitamento das sacolas plásticas, foi lançada em Milão, no último mês de abril. Por isso, os vasos têm as cores da bandeira italiana, que serviu como inspiração para o desenvolvimento das criações.

Para fazer os vasos as designers utilizam apenas: tesoura, luvas, óculos e máscaras de proteção, sacolas plásticas e uma pistola de ar quente. A dupla diz que o processo é bem simples e basta cortar as sacolas plásticas, envolvê-las no molde e então derreter o plástico com o ar quente. Quando o material esfria o vaso está pronto.

Um fator importante, salientado pelas designers, é que, por ser de plástico, o vaso é à prova d’água, portanto, não estragará com facilidade e abrigará as plantas por muito tempo.

file:///C:/Users/dzuca05/Desktop/Designers%20australianas%20criam%20vasos%20com%20sacolas%20pl%C3%A1sticas.htm


27/07/2011

Do alavanque do desenvolvimento econômico a necessidade da renovação de tecnologias e consciência de sua utilização.

O desenvolvimento do plástico foi uma das mais importantes proezas do homem. Flexível, impermeável, adaptável, resistente e com inúmeras utilidades, o plástico mudou a face do mundo tornando a vida muito mais simples e prática. O enorme campo de aplicações do plástico permite que componentes feitos deste material estejam presentes em todas as indústrias: aeroespacial, automotiva, construção civil, farmacêutica, naval, têxtil, agrícola dentre outras, o que colaborou para o grande desenvolvimento da sociedade no século passado.

As embalagens plásticas são um destaque a parte. A resistência e a impermeabilidade do plástico fez com que este material fosse o mais adequado para embalar todo tipo de produto: seja um microscópico chip até um equipamento de grandes proporções. Sacolas e sacos estão presentes em todo o comércio protegendo os produtos comprados.

Todos os plásticos degradam e biodegradam. Entretanto a má utilização causa sérios danos à vida, ao meio ambiente e tantos outros problemas não menos graves.

A solução destes problemas passa obrigatoriamente pela promoção da educação ambiental, do consumo responsável, pela redução do desperdício, pela reutilização quando possível, pelo bom senso, pelo incentivo à coleta seletiva e reciclagem e principalmente pela utilização de novas tecnologias em sua produção.

Para proteger o meio ambiente, a vida e reduzir o impacto da poluição causada por este tipo de resíduo, não há necessidade da inutilização das embalagens plásticas. A solução deve ser obtida através da utilização das novas tecnologias disponíveis, que reduzem o tempo de degradação e biodegradação dos plásticos sem alterar sua resistência, mantendo-os recicláveis e próprios para todo o tipo de utilização, essas novas tecnologias são aprovadas pela ANVISA e algumas surgem de fontes renováveis como cana-de-açúcar e amido de milho.

Além da utilização destas tecnologias, o principal recurso que dispomos para obtermos o sucesso sobre a redução do impacto ambiental é a conscientização da população, das empresas e do setor público através de campanhas e soluções reais para a reciclagem e o descarte do lixo.

Hoje algumas tecnologias para a produção do plástico ecologicamente correto são:

Plástico oxibiodegradável – Para obtermos o plástico oxibiodegradável adicionamos o aditivo d2w na produção das embalagens plásticas, este aditivo é um masterbatch polimérico fabricado a partir de técnicas inovadoras, avançadas e matérias primas consagradas, e testado como não nocivo ao meio ambiente e à vida.

Quando o d2w é utilizado na produção, vai controlar e reduzir o tempo de processo da degradação e biodegradação dos produtos plásticos, ele mantém suas características, poder ser reciclado e utilizado para embalar alimentos.

O produto começa a degradar na presença de oxigênio por um processo de oxidação, acelerado por luz e calor e é completado por microrganismos, sem deixar resíduos nocivos ao meio ambiente e não liberam gás metano durante a biodegradação.

Hidro-biodegradável: O plástico Hidrobiodegradável tem essa denominação porque sua degradação inicial se dá por hidrólise (reação química de quebra de uma molécula por água). Geralmente é fabricado com amido e, em alguns casos, pode ser misturado com outros materiais. Em alguns casos pode ser de origem renovável, ou mista, porém não é a origem que define biodegradação. Possui algumas características semelhantes ao plástico convencional, mas seu uso é mais restritivo. Esse produto é indicado quando o destino da embalagem é a compostagem. Não pode ser reciclado junto com os plásticos convencionais. Está em conformidade com o padrão de testes ASTM 6400.

Hidrossolúvel: O plástico se dissolve completamente em contato com a água. As embalagens hidrossolúveis atendem a necessidades específicas do mercado, como embalar produtos químicos, pigmentos para tinturaria industrial, defensivos agrícolas, lavanderia hospitalar e sacos para cloro. O material é importado e não é tóxico. Está em conformidade com o padrão de testes ASTM 6400.

Plástico anti-microbiano d2p: O plástico anti-microbiano d2p é feito com nanotecnologia de íons de prata. Ideal para conservar alimentos e todos os produtos que tem que ser preservado contra ação de micróbios. O d2p é formado por elementos químicos que, adicionados ao plástico comum, formam uma camada protetora, conservando os alimentos por mais tempo e evitando a proliferação de bactérias e fungos, até mesmo em equipamentos médicos. A tecnologia combina as características do produto oxibiodegradável com os benefícios antimicrobianos e fungicidas. O aditivo é aprovado por instituições norte-americanas como a FDA (Food and Drug Administration) e EPA (Environmental Protection Agency). Está em conformidade com a ASTM 6954-0.

Biodegradável

São feitos a partir de substâncias orgânicas, como milho, cana e batata. Se descartado, o plástico desaparece na natureza em questão de meses. A degradação ocorre pela ação de micro-organismos.

Compostável

É um tipo de plástico biodegradável, ou seja, com base vegetal, que se comporta como matéria orgânica comum. É produzido para ser usado no processo de compostagem, para a obtenção de húmus e adubo.

A D1000 embalagens plásticas sempre foi preocupada com o meio ambiente e por este motivo foi pioneira em trabalhar com o plástico oxibiodegradável e biodegradável.


15/06/2011

Segundo as entidades, o problema não reside nas sacolas plásticas e sim no desperdício, no descarte incorreto e na falta de uma política adequada de reciclagem de resíduos pós-consumo.

Por Redação Multimídia ES Hoje (redacao@eshoje.com.br).


A Associação Brasileira das Indústrias de Embalagens Plásticas (Abief), o Instituto Sócio-Ambiental do Plástico (Plastivida) e o Instituto Nacional do Plástico (INP), lançou um posicionamento contrário à proibição da distribuição gratuita ou venda de sacolas plásticas aos consumidores de estabelecimentos comerciais.

No Espírito Santo, o termo de cooperação assinado entre a Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), o Ministério Público Estadual (MPE), a Associação Comunitária do Espírito Santo (Aces) e associações de moradores, visa substituir o uso de sacolas plásticas tradicionais, por biodegradáveis e retornáveis, a partir de 25 de julho de 2011.

Segundo as entidades, o problema não reside nas sacolas plásticas e sim no desperdício, no descarte incorreto e na falta de uma política adequada de reciclagem de resíduos pós-consumo. O Sindicato das Indústrias de Transformação do Plástico do Estado (Sindiembalagens), alinhado às entidades nacionais, defende a reciclagem mecânica, a reciclagem energética e o descarte correto, como soluções para os impactos ambientais gerados pelas sacolas plásticas.

“A sacola plástica é 100% reciclável e, quando feita dentro de norma, mais resistente, pode e deve ser reutilizada, até mesmo para novas compras em supermercado. Pesquisa do Ibope confirma que 100% das sacolas plásticas são reutilizadas como saco de lixo e 71% constituem as embalagens preferidas da população para transportar suas compras. Por outro lado, o Brasil conta com uma indústria de reciclagem de plásticos ociosa em mais de 30%, uma vez que o país não possui processos de coleta seletiva adequados”, afirma o presidente do Sindiembalagens, Leonardo de Castro.

Ele acrescenta, ainda, que um estudo encomendado pelo governo britânico sobre o impacto ambiental de diversos tipos de sacolas mostrou que a sacolinha de plástico tem melhor desempenho ambiental em oito das nove categorias avaliadas. Outro importante dado é que ela apresenta a menor geração de CO2 em seu processo produtivo, além de consumir menor quantidade de matéria-prima frente às outras opções.

Abief, Plastivida e INP também defendem que a população não pode ser penalizada, seja com cobranças extras, com a geração de novas despesas com sacos de lixo, ou mesmo com a perda e empregos na cadeia produtiva das sacolas plásticas. A saída, segundo as entidades, está na educação e na responsabilidade compartilhada – indústria, varejo, população e governo fazendo sua parte para adequar a questão do consumo e do descarte.

A fim de ampliar o debate sobre o uso de sacolas plásticas nos estabelecimentos comerciais e conscientizar a população capixaba sobre a importância de discutir o tema, o Sindiembalagens realizou, no dia 26 de maio, o “1º Ciclo de Debates – Sacolas plásticas, responsabilidade de quem?”. O evento foi resultado de uma parceria com a deputada estadual Luzia Toledo e ocorreu na Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo (Ales).

http://www.eshoje.com.br/portal/leitura-noticia,inoticia,13041,industria_do_plastico_se_mostra_contraria_a_projetos_de_lei_que_proibem_distribuicao_de_sacolas_plasticas.aspx


20/05/2011

A vilã da vez pode ser substituída por vilãs ainda mais nocivas.

Se viesse de outro planeta, a embalagem “verde” seria uma boa substituta da sacola plástica.

O Prefeito de São Paulo Gilberto Kassab sancionou hoje, 19 de maio, lei que proíbe a distribuição e venda de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais da cidade de São Paulo, o que já havia sido aprovado há dois dias pela Câmara Municipal. No mês passado, durante a feira realizada pela Associação Paulista de Supermercados, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin assinou um protocolo de intenções com a entidade visando à exclusão das sacolinhas plásticas nos supermercados de todo o Estado de São Paulo. Aparentemente, ambas as atitudes são em prol do meio ambiente, já que está comprovado que as embalagens plásticas quando incorretamente descartadas no meio ambiente, podem entupir bueiros e contaminar rios e mares. Entretanto esquecem que o mesmo acontece e vai acontecer com outros materiais e resíduos jogados no meio ambiente. Porém, ao analisar com mais cuidado sob a luz de estudos de Análise de Ciclo de Vida e pesquisas científicas independentes, observa-se que os substitutos das sacolas plásticas, as denominadas embalagens “verdes” retornáveis e ecologicamente corretas, produzidas com algodão, lona, papelão, ráfia, têm importantes inconvenientes: ocupam grandes espaços de estocagem, precisam de mais caminhões para transporte ( mais trânsito, mais consumo de combustíveis, mais poluição, mais acidentes ), consomem muito mais água e energia além de gerarem mais gás carbônico durante a produção e na reciclagem, se é que estes materiais podem ser reciclados. Ou seja, ao serem fabricadas, poluem o meio ambiente e exigem maior dispêndio de recursos imprescindíveis para o bem-estar do planeta. Sem contar que são significativamente mais caras para o consumidor e, quando usadas, também irão parar no lixo ou também descartadas incorretamente no meio ambiente.

Reportagem da TV Australiana mostra os problemas gerados pelas “ Ecobags “ http://goo.gl/rMcgO

Quanto à caixa de papelão distribuída gratuitamente pelos supermercados, é necessário considerar a alta possibilidade de contaminação de alimentos por produtos de limpeza anteriormente estocados na embalagem ou contaminação proveniente dos estoques e transporte. Estudos realizados recentemente pela empresa EcoSigma confirmam a contaminação de caixas de papelão distribuídas pelos supermercados no Brasil.

Veja em http://goo.gl/E16sV

A decisão de substituir as sacolas plásticas por opções “verdes” pode ser pior do que o banimento do produto que pode ser produzido com pequena fração de petróleo, gás natural ou Etanol. É relevante nesse momento esclarecer a população de que nessa discussão, que envolve não só questões ambientais como interesses econômicos, há outros fatores a se considerar, o que exige análise apurada e imparcialidade. Principalmente baseados nos pilares da Sustentabilidade, os aspectos social, ambiental e econômico.
Um estudo científico realizado, em 2010, na Universidade do Arizona e na Escola de Saúde Pública da Universidade Loma Linda, na Califórnia, pelos pesquisadores Charles P. Gerba, David Williams e Ryan G. Sinclair, apontou a potencial contaminação cruzada de produtos alimentícios por sacolas de compras reutilizáveis. As amostras de sacolas foram coletadas aleatoriamente de consumidores que frequentavam mercearias na Califórnia e no Arizona. Nas entrevistas, verificou-se que as sacolas reutilizáveis raramente ou nunca eram lavadas e, muitas vezes, utilizadas para múltiplos fins. Um grande número de bactérias foi encontrado em quase todas, sendo que coliformes foram detectados na metade delas.

(o texto completo desse estudo encontra-se no site http://goo.gl/hO6aQ).

As sacolas plásticas quando utilizadas com bom senso e convenientemente descartadas e recicladas não representam prejuízo ambiental, são leves, higiênicas, impermeáveis. Resistentes reusáveis e recicláveis, elas carregam 2 mil vezes o seu próprio peso e têm menor custo de produção, coleta e destinação final.
É estranho ver governantes e legisladores preverem o seu banimento como se as alternativas não gerassem impacto para a natureza. Talvez não gerariam impactos iguais ou maiores do que as sacolas plásticas se fossem produzidas e descartadas em outro planeta, que não fosse a Terra, onde vivemos.

Eduardo Van Roost.
RES Brasil Ltda. Empresa que pesquisa e atua no mercado de tecnologias para produção de embalagens plásticas biodegradáveis desde 2000.


01/05/2011

G1

A política nacional de resíduos sólidos estabelece a responsabilidade compartilhada. Os fabricantes devem reciclar o que produzem. A lei também abre uma janela de oportunidades para quem vive da reciclagem, que são um milhão de brasileiros. Hoje, apenas 40 mil estão organizados em cooperativas.

Todos os dias, o mutirão da coleta seletiva passa de casa em casa nos bairros de Sorocaba, interior de são Paulo.

“Eu estou entregando caixa, plástico e papel. Tem que separar, tem que colaborar”, diz a dona de casa Eni Maria Lima.

“Depois que eles começaram a passar, não deu mais problema. Tem a hora certa para passar. Então, ficou legal mesmo. Eu separo tudo que eu posso separar, ele leva e eu fico feliz”, explica a dona de casa Maria Creusa Domotto.

“Uma única pessoa, ao longo da sua vida, vai gerar uma quantidade de lixo que enche um apartamento de 50 metros quadrados, com três metros de pé direito até o teto com lixo. Cinco famílias de quatro pessoas vão lotar um prédio de dez andares, com dois apartamentos por andar de 50 metros quadrados durante as suas vidas. Um prédio inteiro para apenas 20 pessoas”, calcula Hélio Mattar, presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente.

O caminhão que transporta o material é da rede solidária Cata-Vida, um projeto social que reúne dez cooperativas e mais de 200 catadores em oito cidades paulistas. Trabalhando em rede, os catadores se transformam em agentes ambientais e ganham qualidade de vida.

Maria Cristina Viana, a Tina, é presidente da Acamar, cooperativa da rede Cata-Vida. Viúva e com quatro filhos, ela encontrou na reciclagem a fonte de renda para sustentar a família.

“Quando você trabalha dentro do lixão, não é você que está ali. Não é um ser humano. Você está disputando o que está ali com os urubus e com vários bichos ali. É isso. Não é um trabalho para o ser humano. Mas a cooperativa sim. A gente aprende muito. Eu aprendi a ter dignidade e dar dignidade para as pessoas”, explica Tina.

Com o primeiro pagamento que teve na cooperativa Tina consegui comprar o tênis para o filho. “Tudo que tenho hoje é meu esforço e meu suor, mas um suor digno e limpo. Eu nunca precisei fazer nada, graças a Deus, a não ser o meu esforço, o meu trabalho para ganhar o meu dinheiro e cuidar da minha família”, diz.

“Eu acho um trabalho muito bom para ela. Não tenho vergonha do que ela faz. Acho muito legal”, diz Luana de Oliveira, filha da Tina.

“A figura do catador das cooperativas aparece nesse aspecto econômico de forma bem marcante. Então, nós temos não apenas um benefício ambiental, mas também econômico e social porque gera oportunidades de trabalho e renda para uma parte da população que está excluída. Tanto que o Brasil é hoje modelo para outros países em desenvolvimento que tem desigualdade social”, André Vilhena, do Compromisso Empresarial para a Reciclagem.

A nova lei de resíduos sólidos, aprovada em novembro do ano passado, pode transformar o catador num empreendedor da reciclagem. Em 1994, eram 150. No ano passado, já somavam um milhão em todo o país. Apenas 40 mil estão organizados em cooperativas.

“Não é uma parcela pequena da população. Se a gente pensar nos catadores, nos familiares dos catadores e nos que estão no entorno, nós estamos transformando comunidades com isso”, esclarece Mattar.

Quatrocentos e quarenta municípios do Brasil fazem a reciclagem do lixo. Somam apenas 8% das cidades brasileiras.

“É um número baixo ainda, apesar de estar mais concentrado nas cidades que geram mais resíduos. Mas a gente agora vai precisar dar um salto nisso daí porque se não houver o engajamento da prefeitura o processo fica capenga”, avalia André Vilhena.

Esse é o maior desafio para o país que precisa acabar com os lixões em quatro anos.

“A inexistência de aterros sanitários é uma das principais causas de doenças que chegam ao sistema público de saúde. Aquele lixo escorre para dentro da terra, chega ao lençol freático, polui a água e essa água vai alimentar aproximadamente 20 milhões de pessoas no Brasil que não têm água potável para consumir no dia a dia”, alerta Hélio Mattar.

Para deixar um cenário como esse no passado será preciso investir cada vez mais nas cooperativas para que trabalhem em rede. A Cata-Vida recicla 200 toneladas de lixo por mês.

“A principal mudança no lixo é pensar que lixo não é lixo. Lixo é resíduo. E resíduo tem valor. Pode ser reciclado e tem benefícios econômicos, sociais, ambientais e individuais ao fazer a reciclagem”, explica Helio Mattar.

“A geração do lixo eletrônico no Brasil se acentuou mais nos últimos cinco anos. Então, é um assunto relativamente novo no país, com o crescimento econômico do país. Com o aumento do poder aquisitivo da população, está chegando mais equipamento eletrônico no lixo e com mais velocidade”, diz André Vilhena.

Em São Paulo, a Coopermiti é especializada na reciclagem de eletrônicos. Os produtos de doações vão para a triagem. Depois, são revendidos.

O seu José, que dirige o caminhão da coleta, aproveitou muita coisa. “Eu já levei uma televisão de 20 polegadas que estava só com a caixa rachada, um vídeo cassete, uma máquina de lavar e um computador completo. Todos os equipamentos estão funcionando”, avisa.

A cooperativa usa o lixo eletrônico para capacitar profissionalmente o cooperado junto com a educação ambiental e tentam levar para escolas e para a sociedade a experiência na reciclagem.

Pela nova política nacional, as empresas também passam a ter responsabilidade pelos produtos após as vendas.

No caso das pilhas, os fabricantes contrataram uma indústria, em São Paulo, para fazer o trabalho da reciclagem. Por ano, são vendidos mais de um bilhão de pilhas e baterias no Brasil. Esse é o único lugar que recicla pilhas no Brasil e para onde vão apenas 2% de todas as pilhas consumidas no país.

“Essa pilha jogada na natureza vai se degradar muito mais rapidamente do que se ela tiver guardadinha. Então, ela contém produto químico e metais pesados, acumulativos ao organismo, que contaminarão o solo, as águas superficiais e acabarão contaminando também as águas subterrâneas”, alerta Fátima Santos, gerente comercial.

O material é queimado a uma temperatura de 1,3 mil graus.

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Por: Equipe D1000 - Arquivado em: D1000, Plástico Reciclável, Sustentabilidade - Nenhum comentário